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PROTOCOLO PRÂNICO DE RECEPÇÃO DE VISITAS

Uma nova maneira de convidar para uma bebida

Há milhares de anos, receber alguém em nossa casa tem algo de sagrado.

Quando chega uma visita, oferecemos um copo de água, um café, um mate, algo para comer. É a nossa maneira de dizer:

“Bem-vindo. Que bom que você está aqui.”

O Protocolo Prânico de Recepção propõe levar esse gesto um passo além.

Em vez de simplesmente servir uma bebida já preparada, a bebida é preparada entre todos.

E não precisamos de limões.

Precisamos de intenção.

1. A RECEPÇÃO

Quando nosso convidado chega, recebemos normalmente.

Conversamos, nos abraçamos, deixamos as coisas, ficamos à vontade.

E em algum momento o anfitrião pode dizer:

“Quer tomar uma limonada de prana?”

Provavelmente a resposta será sim ou talvez um pouco de dúvida.

Como for… aparece a jarra.

Mas a jarra está completamente vazia.

Também aparecem os copos.

O convidado provavelmente olha a jarra e pensa:

“E a limonada?”

Aí começa o ritual.

2. A JARRA VAZIA

Colocamos a jarra vazia no centro.

Convidamos cada pessoa a se aproximar e colocar as mãos sobre ela.

Não é necessária nenhuma postura especial.

Não é preciso fechar os olhos.

Não é preciso saber meditar.

Simplesmente colocamos nossas mãos sobre a jarra e fazemos uma pausa.

O anfitrião explica:

“Esta é a nossa limonada de prana. Mas antes precisamos prepará-la.”

3. ESCOLHER A INTENÇÃO

Convidamos cada participante a pensar naquilo que gostaria de colocar na bebida.

Pode ser qualquer coisa.

Amor.
Amizade.
Alegria.
Felicidade.
Confiança.
Saúde.
Paz.
Abundância.
Criatividade.
Desejo.
Inspiração.
Cumplicidade.
Diversão.

Ou qualquer outra intenção que surja espontaneamente.

Não há intenções certas ou erradas. Mais de um pode dizer “limão” ou “maracujá”.

Cada pessoa pode escolher uma.

E depois a pronuncia em voz alta:

“Eu ponho amor.”
“Eu ponho alegria.”
“Eu ponho confiança.”
“Eu ponho saúde.”

A palavra é importante.

Mas ainda mais importante é sentir aquilo que estamos dizendo.

4. CARREGANDO A JARRA

Enquanto cada pessoa mantém as mãos sobre a jarra, imaginamos que o prana começa a preencher esse espaço vazio.

Cada intenção se incorpora à bebida.

O amor de um.
A alegria de outro.
A confiança de outro.
A amizade.
A saúde.
A paz.
A energia.
O riso.

Tudo se mistura.

E aos poucos aquela jarra que aparentemente está vazia começa a ficar cheia de algo que não podemos ver.

Uma bebida feita de energia e de intenção.

Uma bebida que, ao menos por alguns instantes, contém algo de cada uma das pessoas que estão ao redor da mesa.

5. SERVIR A LIMONADA

Quando sentimos que a jarra está suficientemente carregada, retiramos as mãos.

O anfitrião pega a jarra e começa a servir.

Mas não há nada para derramar.

Os copos permanecem aparentemente vazios.

E é justamente aí que está a graça.

Servimos o prana em cada copo como se estivéssemos servindo uma limonada perfeitamente real.

Um para cada pessoa.

6. O MOMENTO DE BEBER

Cada convidado pega seu copo.

Esperamos.

E brindamos.

Pode ser simplesmente:

“Saúde!”

Ou podemos brindar por aquilo que acabamos de criar juntos.

Então bebemos.

O convite é a não beber simplesmente como quem toma água.

É preciso saborear.

Sentir.

Perceber.

Experimentar.

O anfitrião pode até começar a fazer pequenos sons de satisfação:

“Mmmmm…”
“Ahhh…”
“Ufff… que delícia.”

A ideia é que os convidados se relaxem e entrem no jogo.

7. A PERGUNTA FUNDAMENTAL

Quando todos tiverem bebido, o anfitrião pode fazer a pergunta que provavelmente gera as melhores conversas:

“Você sentiu todo esse prana?”

E aqui pode acontecer qualquer coisa.

Alguém pode dizer:

“Sim.”

Outro pode responder:

“Não senti nada.”

Outro:

“Senti calor nas mãos.”

Outro:

“Me pareceu doce.”

Outro:

“Senti um formigamento.”

E provavelmente alguém diga:

“Senti gosto de limão.”

Não há uma resposta certa.

Não estamos buscando demonstrar nada.

A experiência pode ser espiritual, energética, psicológica, imaginativa ou simplesmente divertida.

O importante é que, durante alguns minutos, todos participaram da mesma intenção.

8. A VERDADEIRA LIMONADA

Talvez a limonada de prana não tenha sabor.

Ou talvez tenha.

Talvez alguém sinta calor.

Talvez outro sinta frio.

Talvez alguém ria.

Talvez alguém diga que não sentiu absolutamente nada.

Tudo isso faz parte da experiência.

Porque o verdadeiro objetivo deste ritual não é encher uma jarra.

É criar um momento de conexão entre as pessoas.

Uma pausa.

Um jogo.

Uma experiência compartilhada.

Uma maneira diferente de dizer:

“Que bom que você veio.”

E talvez, por alguns instantes, transformar algo tão cotidiano como beber juntos em algo extraordinário.

PROTOCOLO PRÂNICO

Jarra vazia.
Mãos sobre a jarra.
Uma intenção de cada pessoa.
Prana compartilhado.
Copos servidos.
Um brinde.
Um bom gole.
Uns quantos “mmmmmm”.
E finalmente, a pergunta:

“Você sentiu todo esse prana?”

A resposta fica nas mãos — e no copo — de cada convidado.

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